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sábado, 6 de abril de 2013

O nono livro que eu mais amiei! Litte Dorrit, de Charles Dickens


Eu li em inglês (o que dificultou muito), mas amei este livro que, na realidade, é autobiográfico. O pai de Dickens foi preso por dívida na prisão de Marshalsea, em Londres.

Calma! Para quem não lê em inglês, uma excelente notícia. A embrionária, porém com um pessoal antenado no mundo literário, Editora Pedrazul, do Espírito Santo, vai lançar a edição original traduzida para português. Segundo informações que esta blogueira apurou, não será uma edição resumida, mas para deleite de quem ama Dickens, a obra completíssima com as suas 800 páginas ou mais. O lançamento está previsto ainda para o ano de 2013. O site dessa editora é www.pedrazuleditora.com.br e os contatos são: editorapedrazul@terra.com.br; contato@pedrazuleditora.com.br e o da assessoria de imprensa: assessoria@pedrazuleditora.com.br

 Após a morte de seu pai, Arthur Clennam retorna a Londres, depois de ter passado os últimos quinze anos na China, para cumprir uma missão: a pedido do pai, entregar alguns objetos à sua mãe. Porém, intrigado com as últimas palavras dele, Arthur questiona a mãe em busca de respostas. Assim que chega a sua casa londrina, ele conhece Amy Dorrit que, para ganhar a vida, trabalha como costureira de sua mãe, a altiva senhora Clennam. Amy, que só trabalha três dias por semana (um fato já questionável, pois a senhora Clennam não é nenhum exemplo de bondade), cuida do pai que está preso por dívida na prisão de Marshalsea. No entanto, Arthur, que suspeita que sua família tenha algo a ver com os infortúnios de Amy Dorrit, decide segui-la e descobre seu segredo, torna-se seu amigo e amigo dessa família infortuna. Além de Amy, que nasceu em Marshalsea, e Arthur Clennam, a obra tem muitos outros personagens e histórias paralelas que nos dão uma lição de vida.

Este livro é imperdível! Apesar de ter sido escrito no século XIX é atualíssimo. Mostra uma Londres corrupta, interesseira, um serviço público muito parecido com o atual no Brasil e, com o talento que Dickens possuía, descreve, com nudez, tanto a beleza quanto a crueldade com que a vida trata as pessoas e como as pessoas (sem caráter) se tornam cruéis quando adquirem riquezas. Nota 10!

 Onde encontrar: se tiver um pouquinho de paciência, na Editora Pedrazul.

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